terça-feira, 29 de março de 2011
As Luzes Brancas de Paris - Theresa Révay

Estou nas primeiras páginas deste livro. Promete.
Sinopse Círculo de Leitores:
"Os ventos da história, a força do amor. Xénia era ainda uma criança quando assistiu à morte do pai, um aristocrata russo. Obrigada ao exílio faz-se mulher pela dureza das circunstâncias, exilando-se em Paris com os irmãos. Na capital francesa cruza-se com um jovem e talentoso artista alemão. Enquanto ela tenta vingar no mundo da moda parisiense, Max assiste impotente à ascensão de Hitler ao poder. Entre guerras e revoluções a sua história de amor parece condenada. Ou será que mesmo em tempos de guerra se podem viver uma grande história de amor? Um apaixonante romance histórico a fazer-nos viajar aos loucos anos 20/30, num envolvente fresco de época.
Xénia Ossoline era uma linda e mimada menina russa. Com o eclodir dos primeiros tumultos da Revolução, o seu pai é assassinada e Xénia obrigada a fugir com os irmãos para Paris. Dos sangrentos dias vividos em São Petersburgo aos loucos anos 20 em Paris, Xénia faz-se uma mulher forte e decidida, mas não preparada para amar. Quando conhece Max, um artista alemão que acabará por ver todos os seus amigos destruídos pelos nazis, Xénia não estava preparada para se deixar levar por esse amor que a arrebatava (e assustava). Poderá a sua história de amor sobreviver a tão conturbados dias?
Seguindo o percurso de Xénia e Max conhecemos (do lado de dentro) os conflitos que marcaram a história da Europa. Um poderoso romance a lembrar clássicos como «E Tudo o Vento Levou»."
(imagem retirada do site http://www.circuloleitores.pt/catalogo/1047850/as-luzes-brancas-de-paris)
segunda-feira, 28 de março de 2011
Balada da Praia dos Cães - o meu comentário

Acabei de ler o Balada da Praia dos Cães, de José Cardoso Pires e, como prometido, aqui vai o meu singelo comentário ao livro.
O facto de ser um livro editado, pela primeira vez, em 1982, e continuar a ser falado e considerado o melhor do autor, confere-lhe já um vasto repertório. Ganhou o "Grande Prémio de Romance e Novela" atribuído pela Associação Portuguesa de Editores, foi "transportado" para a grande tela por José Fonseca e Costa, assim como traduzido nas principais línguas europeias e foi distinguido pelo Sunday Times entre os melhores romances estrangeiros publicados na Grã-Bretanha em 1986.
Depois de todas estas distinções, a Balada da Praia dos Cães dispensa qualquer tipo de apresentações. De qualquer das formas, faço um pequeno comentário para "aguçar" o interesse de quem ainda não o leu.
Um romance policial. O enredo gira à volta da morte do Major Dantas Castro. Um militar que estava desaparecido depois de ter fugido da prisão onde aguardava julgamento por conspirar contra o sistema político vigente.
Uma história baseada em factos reais depois de José Cardoso Pires ter recebido em mãos, em 1961, o relato de um homem que tinha sido acusado pela co-autoria de um homicídio. A partir desse relato e dos relatórios policiais referentes ao caso, o autor resolve escrever este livro.
A acção da Balada da Praia dos Cães desenrola-se através do antes e depois do crime. O antes, é Mena quem conta - a amante com quem Dantas Castro mantinha uma violenta e conturbada relação. O depois, sabêmo-lo através do inquérito policial desenvolvido pelo solitário chefe de brigada Elias Santana, mais conhecido entre os colegas por Covas.
Para saber o que estes dois personagens contam, aconselho-vos a ler o livro. Não é aquela escrita a que estamos habituados - e que eu, sinceramente, não sou grande apreciadora - mas acaba por nos prender um pouco mais ao livro, obrigando-nos a uma maior concentração no texto.
Numa análise mais pessoal, considero que não é dos meus livros preferidos, o final não é surpreendente, o que acaba por ser uma pequena desilusão, uma vez que é um policial. Mas o toque pessoal que Cardoso Pires dá à história, aliado a uma crítica constante ao Portugal de Salazar, acrescentando o facto de esta história ser baseada em factos reais dá, com certeza, um outro interesse ao livro.
Apesar de, como já disse, não ser dos meus preferidos (não podemos gostar todos dos mesmos, não é verdade), aconselho a leitura.
(imagem retirada do site http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/livros/trechos/leia-trecho-de-balada-da-praia-dos-caes-do-portugues-jose-cardoso-pires.jhtm)
sábado, 26 de março de 2011
Noite agradável na Filantrópica

A surpresa foi maior e melhor porque foi um programa decidido "em cima do joelho".
"Um filme-concerto? Hum, pelo nome parece-me interessante...Está bem, aceito o convite." E assim foi... Apesar de não ir com as expectativas muito elevadas - e talvez, por isso mesmo, o programa se tenha tornado mais agradável - cheguei ao bar d'A Filantrópica e rapidamente percebi que o serão ia ser melhor do que estava à espera.
Um bar pequeno, com um ambiente simpático e intimista, e tudo a postos para o filme-concerto começar. Fiquei logo surpreendida pela quantidade de gente que lá estava para assistir, Apesar do bar ser pequeno, hoje em dia, este género de programas não atrai muita gente. Pensava eu... Talvez o problema esteja no facto da Póvoa de Varzim não se dedicar muito a fazer este género de programas, ou então, não os divulgar devidamente. Mas isso já é para outra conversa.
No que concerne ao filme propriamente dito (que afinal eram dois)... A "Sinfonia de uma Capital" (Alemanha, 1927, 62'), de Walter Ruttmann.
Fomos teletransportados para a Alemanha dos anos 20. Ficámos a conhecer o quotidiano dos alemães daquela época pela perspectiva de Ruttmann, a forma como se vestiam, como trabalhavam, como andavam, como viviam.
De salientar o grande mérito que também teve a música que acompanhou o filme que, provavelmente, sem ela não captaria tanto o interesse dos presentes.
A excelente música ao vivo interpretada por Luís Aguiar, Miguel Aguiar e Tiago Branco prendeu os espectadores que não tiraram os olhos da tela a não ser para sorrir para o lado depois de alguma passagem mais pitoresca do filme. Também eu, quando dei por mim, estava a conhecer a Alemanha dos anos 20, pela visão de Walter Ruttmann, enquanto batia com o pé no chão a dançar ao som da música.
Na segunda parte seguiu-se, desta vez, um filme de Manoel de Oliveira. O "Douro, Faina Fluvial" (Portugal, 1931, 20') mostrou-nos o Douro aos olhos do nosso incontornável realizador. A propósito deste trabalho, disse a João Bénard da Costa, em entrevista, que quis fazer um "filme sobre o Douro, sobre o trabalho no Douro, mais directo, mais humano." E assim foi.
Uma noite agradável no Bar da Filantrópica, por apenas 3euros. Sem dúvida, um programa a repetir.
Se estiverem interessados, estejam atentos e marquem na vossa agenda uma ida à Filantrópica na última sexta de Abril. Mais uma sessão de filmes-concerto estará à vossa espera.
De referir que este projecto, "As Origens do Cinema" pretende ser uma homenagem a clássicos do período do cinema mudo dos anos 10, 20 e 30 do séc. XX.
Para mais informações, basta visitar o sítio da internet da Filantrópica, aqui.
"A direcção artística do espaço é da responsabilidade de José Carlos Marques e Pedro Galiza, que contam com a participação externa para a concretização de uma agenda plural."
(imagem retirada do blogue http://metroquadradoserapilheira.blogspot.com/)
Etiquetas:
Bar Cultural d'A Filantrópica,
filmes-concerto
sexta-feira, 25 de março de 2011
Vamos aderir ao Movimento 560!

Ora aí está uma óptima iniciativa! Vamos aderir ao Movimento 560?
Mostro-vos um pouco dos parâmetros em que se baseia este movimento:
"É fundamental apoiar a produção nacional!
Os portugueses vivem hoje num clima de crise, desde o desemprego, à nossa fraca economia
é certo que quem mais sofre somos nós, mas o que certamente muitas vezes não nos passa pela cabeça é que podemos ter uma certa culpa nesta grave situação. Frequentemente, quando vamos às compras, tentamos ir à procura do produto mais barato, mas o que agora é barato, pode vir a curto prazo, a tornar-se muito caro para todos nós. Desde a mais pequena especiaria ao peixe que comemos, o nosso mercado está inundado por produtos fabricados no estrangeiro. Tendo normalmente esses países uma economia mais forte que a nossa, conseguem vender os seus produtos a um preço mais baixo e, desta forma, somos levados, a comprá-los. Mas, quando o fazemos, estamos a contribuir para um maior crescimento das exportações desses fabricantes estrangeiros e, sem dúvida, por vezes, a tirar postos de trabalho no nosso país. Quando não compramos produtos nacionais e compramos artigos estrangeiros, os nossos fabricantes são obrigados a subir o preço dos seus produtos para compensar as quebras de produção. Ora se os produtos concorrentes já eram mais baratos na origem, isto faz com que os nossos fiquem ainda mais caros. E sendo mais caros, ninguém os compra. Toda esta situação leva posteriormente ao encerramento de muitas empresas e consequentemente ao crescimento do desemprego."


(imagens retiradas do site http://560.adamastor.org/index.html)
Voca People: não querem voltar ao Porto?
Quando estes senhores vierem cá outra vez, não posso faltar (quer dizer, sei que estão em Lisboa agora uns dias, mas não podiam vir para mais pertinho do Porto outra vez?).
Muito bom mesmo. E o que me fez ficar bem disposta logo de manhã. Obrigada senhores! E obrigada Anália por me teres dado a conhecer.:)
Subscrever:
Mensagens (Atom)