quinta-feira, 14 de abril de 2011

Clubismos à parte, hoje o futebol português está de Parabéns!

Um dos maiores flagelos do séc. XXI

"Foi um amigo que me chamou a atenção para este flagelo, sem dúvida, um dos maiores do século XXI - embora um dos mais discretos e insidiosos. Pensem na quantidade de vezes que uma simpática senhora, na caixa de um desses supermercados, vos disse a lendária frase "vou ter de lhe ficar a dever um cêntimo". E nós já nem pensamos, aceitamos. Quem de nós voltou a esse estabelecimento a cobrar a dívida? A dirigir-se a uma caixa e a dizer: "Minha senhora, vinha aqui buscar o cêntimo que me ficou a dever há oito dias"?

Sim, senhor, que um cêntimo é uma coisa miserável e quase invisível. A própria moeda é deprimente: se não fosse a cor e a forma, pareceria, ao toque, um floco de caspa caído para dentro da nossa carteira. Mas o que é certo é que, se pensarmos em todas as vezes que essa situação de fila de supermercado nos aconteceu, somadas a todas as vezes que isso aconteceu a cada uma das pessoas que está, neste momento, no seu ângulo de visão (e se não está nenhuma, caramba, saia um bocadinho, veja gente, que isso também não é vida!) e a todas as vezes que sucedeu a todas as pessoas que estão fora do seu ângulo de visão...Ainda é capaz, tudo somado, de resultar numa chocante maquia.

Meus amigos, a frase "vou ter de lhe ficar a dever um cêntimo" está a encher cofres indevidamente - e talvez a pagar cantorias e chistes privados entre galos do consumo!"

Nuno Markl

FMI or not to FMI por José Diogo Quintela

Esta crónica de José Diogo Quintela foi publicada na Pública - a revista do Público - este fim de semana, dia 10 de Abril de 2011, mas foi escrita antes de José Sócrates pedir ajuda ao FMI. Vale a pena ler na mesma. E eu passo a transcrever.


"Toda a gente sabe que os homens não pedem indicações quando não sabem o caminho. E toda a gente passou a saber que os primeiros-ministros não pedem ajuda quando estão na bancarrota. Já se viu que, para este Governo, trata-se de um ponto de honra. Por paradoxal que isso possa parecer, já que se trata de políticos e de honra.

José Sócrates está a ver se passa a batata quente a Passos Coelho. Com uma nuance: enquanto espera, está a aquecê-la ainda mais. Talvez "batata quente" não seja a imagem mais adequada para explicar a situação. Não sei se nós, portugueses, a compreendemos bem. Não que tenhamos ficado mais estúpidos e deixado de perceber a expressão. A expressão é que já não quer dizer a mesma coisa. Com esta crise, "batata quente" já não é um problema que se quer passar a outro, é uma refeição cozinhada, e há que aproveitá-la. Nos dias que correm, uma fonte de hidratos de carbono não é uma dificuldade, é um luxo.

Confesso que me custa perceber porque é que Sócrates se recusa a pedir dinheiro ao FMI, mas não a mim. E a si, leitor. Há quem diga que é uma questão de orgulho: o nosso primeiro-ministro não quer dar parte fraca aos estrangeiros. Há quem diga que é pura casmurrice: tinha garantido que não era preciso e agora não quer admitir que se enganou. Eu acho que a justificação é mais prosaica: já lhe cortaram o telefone por falta de pagamento e não tem maneira de contactar o FMI. Se for este o caso, é possível que Sócrates esteja à espera do Verão, para aproveitar a época dos incêndios e pedir ajuda por sinais de fumo.

Sócrates não parece preocupar-se muito com o rating da República. E eu acho bem. Muito em breve o problema de Portugal vai deixar de ser o rating, e passar a ser o rateio. Nomeadamente, o rateio que os credores vão fazer do país, quando não conseguirmos pagar as dívidas. A grande preocupação já não vai ser o FMI, mas um seu anagrama: FIM. Quem diz que o espectro da falência não pode ser aligeirado com divertidos jogos de palavras?

Para ser honesto, devo admitir que partilho com José Sócrates este medo de perder a face em frente a estrangeiros. Aborreço-me com as críticas infundadas que pessoas de outras nacionalidades nos fazem. Por exemplo, esta semana houve um jornalista espanhol que comparou José Sócrates a um condutor que circula em sentido contrário na auto-estrada, enquanto se queixa de que os outros condutores é que estão mal. Irritou-me que, para um forasteiro mal informado, o nosso primeiro-ministro não passe de um maluquinho egocêntrico que anda enganado em contramão.

É tomar-nos por parvos, a nós que o elegemos. e não é verdade. José Sócrates não é um maluquinho egocêntrico que anda enganado em contramão. Ele anda em contramão de propósito. É uma artimanha para não pagar portagem. Maluquinho e egocêntrico sim, mas com um plano.

Nota: esta crónica foi escrita antes de José Sócrates inverter a marcha e pedir ajuda."

José Diogo Quintela, in Público

(Imagem retirada do site www.publico.pt)

Novo programa "Viver no Trânsito" no ar este fim de semana. Não percam!

Por estes dias, mais um programa "Viver no Trânsito" irá para o ar, numa rádio "perto de si". Estejam atentos. A convidada, desta vez, é Alexandra Rebelo - psicóloga, formadora e consultora - que, há uns anos atrás esteve envolvida num acidente onde morreram 5 pessoas. Devido à sua profissão, passa muito tempo ao volante e irá contar algumas histórias vividas na primeira pessoa.

Mais uma vez, poderão ouvir uma reportagem com mais um caso de um acidente rodoviário que mudou a vida de uma pessoa. Vou contar a história de uma pessoa que perdeu uma perna quando o seu colega de trabalho adormeceu ao volante. O sonho de continuar a sua carreira como jogador de andebol ficou para trás.

Uma história para ouvir no Sábado, na Rádio Linear, 104.6 FM, entre as 13h e as 14h, ou então, numa rádio mais "perto de si". Consultem a lista das rádios que aderiram ao projecto "Viver no Transito", aqui.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Amanhã é o último dia para responderem à pergunta "Acham que os portugueses são bons condutores". Deixem a vossa opinião...Para já, é o "não" que ganha...

Um beijinho :)

Dia Internacional do Beijo

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Novo Programa "Viver no Trânsito" com mais uma reportagem de um acidente rodoviário - já online



Casimiro Neves tinha ido almoçar com os amigos e dirigia-se para o trabalho na sua mota, quando um carro que não parou no STOP embateu contra ele. Podem saber o resto da história, ouvindo a reportagem acima.

Esta reportagem faz parte do programa nº5 "Viver no Trânsito" e tem como convidado o escritor angolano José Eduardo Agualusa.

Para ouvir o programa na íntegra, basta aceder ao site aqui.