terça-feira, 7 de junho de 2011

My next great and perfect weekend on the field :)









Em contagem decrescente para o meu fim-de-semana fora daqui - que tanto preciso - e em constante reza ao São Pedro para me dar bom tempo e não me fazer adiar o meu programa...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

As Luzes Brancas de Paris - Theresa Révay


Mais um livro acabadinho de ler. E, como prometido, aqui está o meu comentário enquanto ainda tenho na memória o gostinho de folhear as últimas páginas.

Recomendo vivamente a leitura. Um romance histórico, decorrido entre Paris e Berlim (e, inicialmente, em Sampetersburgo), que decorre quando Adolf Hitler sobe ao poder da Alemanha. A autora descreve as tragédias por que a Europa passou nestes tempos e como as pessoas viviam constantemente amedrontadas e impotentes na luta contra o nazismo e a Segunda Guerra Mundial.

Durante a leitura, vivemos de perto a fuga de uma jovem russa, com a sua família, de Sampetersburgo para Paris - aquando da Revolução Bolchevique -, a ascensão de Hitler na Alemanha, a perseguição aos judeus, inicialmente subtil, mas que rapidamente se tornou insuportável, as SS, o Holocausto... Enfim, toda história da Alemanha que Theresa Révay conta ao pormenor, prendendo-nos a cada linha pois queremos saber qual o futuro das personagens criadas pela escritora.

Xénia Ossoline é a jovem russa que se vê forçada a abandonar a sua terra natal e refugia-se, em Paris, na alta-costura dos anos 20. Sente-se responsável pela sua família, os seus irmãos e a velha ama, que protege com todas as suas forças depois de ver o seu pai ser morto pelos bolcheviques (na sua própria casa) e a sua mãe falecer com tifo, em alto-mar, quando fugiam para a capital francesa. Nessa altura, conhece o fotógrafo alemão Max von Passau por quem se apaixona mas vive ao longo dos anos uma relação conturbada, cheia de encontros e desencontros. Uma história de amor que acaba por ter um papel secundário em grande parte do livro, uma vez que a escritora se preocupa em descrever pormenorizadamente a história da Europa do séc. XX.

Não há dúvida que vale a pena ler este livro por todas estas razões e muitas mais. E como não tem piada contar a história toda, nada como correrem à livraria para comprar "As luzes brancas de Paris" e deliciarem-se com Theresa Révay. :)

As pequenas BESTAS - por Rodrigo Guedes de Carvalho

"(...)

Dois miúdos, cada um com a sua câmara de vídeo. Um vai para o alto de um castelo, ou muralha, ou lá o que é. O outro fica lá em baixo. O lá de cima leva um gato nas mãos. Ri-se, mostra o animal à câmara e depois atira-o das alturas. Filma o seu gesto, o animal pelo ar. O de lá de baixo, já adivinharam, filma a parte final do voo do animal, o seu impacto no chão, a sua absurda morte esmigalhada. Ri-se também para a câmara. Em ambos os casos, fazem comentários a condizer com a sua bestialidade.

Julgando ter graça, colocam sobre o voo do animal um som de gritos arábicos, jogando com a ideia de um gato-suicida. (...) Foi, digamos, a parte 'objectiva' desta crónica. Mas, na verdade, esclarecidos os factos, apetece-me ser pouco objectivo, e muito menos politicamente correcto. Porque em todos os casos em que falamos de miúdos vem logo a lengalenga da sua "condição sócio-económica", e do tipo de "referências que marcam a sua educação", mais o blá-blá de que não "há crianças más", e por aí a diante. Ouço estas explicações do costume, olho as imagens que não julgava possíveis, e só me apetece, confesso-vos, oportunidade de apanhar os miúdos e desabar-lhes uma chuva de estaladas até me fazer doer o braço, e fazê-los engolir ao pontapé o sorriso psicótico de imberbe homicida. Chocado com a minha afirmação? À vontade. Assumo-a e até a repetiria (...).

Acredito piamente que estes miúdos são umas bestas precoces, e quero lá saber do seu background. Quem faz isto dificilmente deixará de cometer outras crueldades. E não me venham, por favor, com a conversa que já ouvi de alguns amigos meus: "Ó pá, não me digas que quando eras puto nunca mandaste umas pedras aos gatos ou aos cães?..." Não, não mandei, desculpem lá. Não mandei nunca e não compreendi nunca quem o faça, embora viva num país onde uma das cançonetas para educar as criancinhas diz que "atirei o pau ao gato mas o gato não morreu". Sendo que a selvajaria de que falo não se compara com o atirar do calhau. Trata-se de uma maldade planeada, com um requinte de crueldade inimaginável.

(...)

Porque há uma certeza que ninguém me tira: quem é capaz de olhar nos olhos de um gato, ou qualquer outro animal, e prosseguir com o seu plano nojento e maquiavélico, será capaz de muitas coisas mais. Quem abusa, descarrega ou maltrata seres fracos ou indefesos, sejam gatos ou homens, só mosta que é uma besta cobarde. Tenha lá a idade que tiver. De pequenino se torce o pepino."

in TVmais

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Um dia feliz! :)


Hoje está um dia especialmente bonito. É incrível o que uma boa noite de sono, aliada a um lindo dia de Sol podem fazer ao humor de uma pessoa. Ah, sem contar que é fim-de-semana, o que tem um efeito a dobrar. Pois então começo logo o dia na minha esplanada preferida, a ler o meu livrinho, e a apreciar a paisagem - as crianças a brincar no parque infantil, as pessoas a fazerem o seu exercício matinal - e assim se passa uma manhã de excelência (e há que aproveitá-la que não irei ter muitas mais). Hoje o dia promete ser perfeito, portanto, nada de agoirar porque eu quero que ele continue assim, perfeito. Um bom dia e um óptimo fim-de-semana para todos.:)