quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Uma nova cria no meu jardim


Um porquinho da índia, igualzinho a este mas bem mais pequenino e fofinho, acabou de se juntar aos papás. E assim se faz vida no meu jardim.:)

A banda sonora do dia...:)

O Isaltino perdeu o recurso no Constitucional..

Isaltino Morais

Notícia do Sol:

"O Tribunal Constitucional (TC) julgou improcedente o último recurso de Isaltino Morais, que contestava o facto de lhe ter sido negado um julgamento em tribunal de júri.

A existência deste recurso fez com que o autarca fosse libertado, no passado dia 30 de Setembro, impedindo o cumprimento da condenação de dois anos por fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais decretada pelo Relação de Lisboa em 2010. Agora, esta decisão do TC faz com que a condenação do autarca tenha transitado em julgado.

Trata-se de uma decisão tomada em tempo recorde, já que o prazo para as alegações terminou na sexta-feira passada. O Ministério Público alegou logo e o conselheiro relator Cura Mariano tomou a sua decisão ontem, ou seja, em menos de 24 horas.

O recurso agora decidido pelo TC era o último recurso pendente que impedia a prisão do autarca. Contudo, ignora-se agora quem será o juiz que vai decidir passar o mandado de detenção de Isaltino Morais. Isto porque a defesa do autarca apresentou na semana passada um incidente de suspeição contra a juíza Carla Cardador – magistrada auxiliar do Tribunal de Oeiras que mandou prender ilegalmente o autarca há 15 dias por pensar que o processo já tinha transitado em julgado.

Em teoria, o processo teria que aguardar a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa sobre o incidente de suspeição. Os advogados deste pedem que a juíza de Oeiras que ordenou a sua prisão há duas semanas seja afastada, por ter avançado com o mandado de captura apesar de estar pendente então ainda o recurso no Constitucional e também porque a magistrada recusara despachar um requerimento em que se invoca que os crimes pelos quais o autarca foi condenado estão já prescritos.

Se a Relação indeferir o pedido de afastamento da juíza Carla Cardador – o que fontes judiciais dizem ser muito provável porque estes argumentos não se encaixam nos previstos na lei para tirar um processo a um magistrado – Isaltino ainda pode recorrer ao Tribunal Constitucional. E este recurso poderá ter efeito suspensivo ou não."

Esbarrei com este texto. Bem verdade...

Da Claudia, do blogue (En)Cantos e Recantos

"A minha geração (e as vindouras cada vez mais) tem um problema - no qual eu não me auto-excluo, atenção - somos uns insatisfeitos. Temos a arrogância de achar que merecemos tudo do bom e do melhor. Esta questão de vivermos insatisfeitos com o que fazemos, com o que ganhamos e com o que temos é uma coisa muito recente. Se voltarmos a cabeça um pouco e tentarmos ver o que se passava há 20/30 anos veremos que, os nossos pais, os nossos avós, raramente tinham a ambição da profissão de sonho. O importante era algo que fosse seguro, relativamente bem remunerado e que, sobretudo, fosse suficiente para sustentar as necessidades básicas de cada um. Se desse para um outro luxo tanto melhor. Hoje em dia é o contrário, parte-se do princípio que se se trabalha tem que se ter acesso a esses tais luxos, que se se tem um curso terá, obrigatoriamente, que se ter uma vida melhor. Bem sei que foi o que nos andaram a incutir estes anos todos e acredito que não tenha sido por maldade, mas fez-nos pouco resistentes ao fracasso, às adversidades, à necessidade de ir à luta, de sujar as mãos, se necessário. Fez-nos ter preconceitos relativamente a determinados trabalhos, fez-nos achar que somos melhor do que realmente somos na maioria dos casos. Se não houvesse um acesso massivo a tudo o que é luxuoso haveria muito mais gente feliz. Nova York sempre lá esteve, mas raros eram aqueles que sabiam que se tratava de uma grande metrópole. A Polinésia Francesa sempre teve água limpída e clima tropical, mas eram poucos aqueles que sabiam sequer existir um país com um nome tão articulado. O problema, porém, não é esse tal acesso ter sido liberalizado, é sim a incapacidade de olharmos sem ser imediatamente assolapados pela necessidade básica de ter que ter sob pena de definharmos de tristeza.

Sempre houve Mercedes, o meu pai sempre gostou de Mercedes, o meu pai nunca teve um Mercedes, o meu pai não é menos feliz por nunca ter tido um Mercedes. A minha mãe não ama aquilo que faz, a minha mãe às vezes detesta aquilo que faz, a minha mãe sabe que poderia arriscar mas não teria ninguém pronto a sustentar-lhe a queda e como foi educada no lema "
faz a tua cama e deita-te nela" não vive obcecada com a necessidade de realização profissional. E como a minha mãe e o meu pai, milhares de pessoas neste Portugal sabem que é assim o dia-a-dia. De horas boas e horas más, mas que as contas não se compadecem com depressões assolapadas e inseguranças emocionais fruto de um patrão mais antipático ou de um horário mais exigente.

Depois, se tivermos o cuidado de analisar a maioria destes discursos derrotistas, vemos que estes são típicos de "gente de cidade grande". Gente que sempre teve tudo ali à mão e não sabe o que é ter que andar duas horas de autocarro com seis anos (sem pai nem mãe ao lado) para chegar à escola, onde arranjar um médico especialista é um desejo bem mais profundo do que ir conhecer Paris, onde chover é muito mais do que calçar as sandálias de plataforma ou as galochas de marca, mas que define se se vai ter que comer durante o ano ou não. Porque por lá nunca houve facilidades e por isso nunca se achou que a vida é uma coisa fácil e que corre sempre tudo bem. Se cada um se dignasse a ser feliz com aquilo que consegue ter, se olhasse menos para a galinha da vizinha e se concentrasse a fazer o seu mundo mais sorridente seria tão mais fácil viver o dia a dia sem recurso a discursos de auto-comiseração por motivos tão triviais."

Pacotes de Lenço Christina #4 (Gosto especialmente destes)

"Os Lenços de Namorados representam uma expressão poética e artística utilizada pelas raparigas do minho, em idade de casar. De forma quadrada (em linho ou algodão) fazia parte do traje típico feminino, mas tinha outra função: a conquista, pela rapariga do jovem por quem se apaixonara. Depois de entregue ao homem amado, este seria usado em público se o amor fosse correspondido."

terça-feira, 11 de outubro de 2011

E é este o nosso triste fado...

Foi uma selecção apagada a que vi hoje contra a Dinamarca. Sem dúvida, o pior jogo desde que Paulo Bento está à frente desta equipa. Faltou a garra que já parecia estar interiorizada após a saída de Queiroz. Faltou a sabedoria de um Figo, a qualidade de um Cristiano Ronaldo quando está para aí virado, a segurança de um Ricardo Carvalho,- que gosto tanto mas que ditou o seu fim na selecção com aquela parvoíce -, a garra de um Fábio Coentrão que não vejo a hora de o ver bom para correr aquele campo cheio de vontade de vencer...

Já se sabe, é o nosso triste fado, Portugal tem que sofrer até à última. Venham os play-offs para garantirmos a nossa presença no Europeu. Uma coisa é certa, mesmo sofrendo até à última, vamos marcar presença e talvez surpreender em 2012.

Ele já foi, mas deixou-nos isto...

"Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem ir para o céu, não desejam morrer para lá chegar. No entanto a morte é o destino que todos compartilhamos. Jamais alguém conseguiu escapar. E ela é exactamente como deveria ser. A morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente de mudança da vida. É ela que limpa o velho, para abrir caminho para o novo. Desculpem ser tão dramático, mas é a verdade. O vosso tempo é limitado, portanto não o desperdicem a viver a vida de outra pessoa. Não se deixem aprisionar pelo dogma - que é viver com os resultados dos pensamentos de outros. E o mais importante, tenham coragem de seguir o vosso coração e intuição. Eles de algum modo já sabem naquilo em que vocês genuinamente se querem tornar. Tudo o resto é secundário"

Steve Jobs