sexta-feira, 4 de maio de 2012

Encomendas do Dia da Mãe

Uma já está despachada. Falta a outra..:)



Nunca fui pessoa de ganhar ódios de estimação. Cada um tem a sua forma de ser e de pensar. Se eu não me identifico, afasto-me e ponto final. Foi o que eu fiz neste caso. Mas parece que isso não chega. Parece que há pessoas que fazem questão de marcar a sua presença, mesmo que não seja uma presença física. Há pessoas que gritam bem alto que são as melhores, que fazem isto ou aquilo, que tudo o que os outros fazem é uma merda. Mas chegando a hora da verdade, essa pessoa até pode ter iniciativa mas quando chega a altura de agir, vai roubar - sim, ROUBAR - as más ideias dos outros, as más intervenções dos outros, os projectos que esses outros demoraram anos a construir. E as ideias próprias onde estão? Não estão. E os projectos originais e espectaculares que tinham? Não tinham. E as promessas de que "comigo vais conseguir ir mais além, vais progredir na tua carreira"? Tretas. Ou, a não serem tretas, são promessas apenas cumpridas se tiverem sido roubadas de alguém. Odeio quem critica e faz igual, quem parece que vive do insucesso dos outros. Isso mexe com o meu sistema nervoso e faz-me mesmo muita confusão saber da existência destas pessoas que existem em maior número do que eu pensava.

Empregada à procura de emprego...

Quando assinei contrato dizia um pouco em tom de brincadeira que agora - e pelo menos durante três meses - sou uma empregada à procura de emprego. Digamos que um contrato de 3 meses não chega para grande coisa e que não é propriamente o emprego de sonho. Mas é melhor que nada e juro que não me queixo. Mas acabei de me aperceber que é altura de tornar essa brincadeira mais séria e tornar-me, verdadeiramente, uma pessoa empregada à procura de emprego. A saga continua...

24 mil

Tão giro... e tão bom! Obrigada a todos! É gratificante ter-vos aqui. :)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Assim uma achega muito rápida acerca das promoções do Pingo Doce...

...nada contra. Foi feita, logicamente, com vista ao lucro. Ajudou, obviamente, aqueles que realmente precisavam. Originou porrada, aposto, entre os insurretos que parece que só saem à rua para dar uns sopapos ou, simplesmente, entre aqueles que fervem em pouca água e ficaram com os nervos à flor da pele depois de estarem umas 8h dentro de um hipermercado (não discordando daqueles que dizem que se devia ter reforçado a segurança). Se eu ia? Não. Mas isso sou eu. E sei lá se um dia não vou estar sem emprego, sem dinheiro, e a precisar de uns bons saldos para comer. Quem foi, não foi obrigado, foi porque quis e, muito provavelmente, porque precisou. Não acredito que aquela gente toda tenha ido para aquela confusão só porque lhe apeteceu ir passear para o Pingo Doce num feriado. Aposto que 70% - ou mais - das pessoas que lá foram no dia 1 de Maio saíram satisfeitas. E o Pingo Doce também ganhou, quanto mais não seja, ganhou muita publicidade gratuita nos media que também era o que queria. É como diz o ditado: Falem bem de mim ou falem mal, mas falem.

...

Engulo em seco quando leio estas palavras e, ao mesmo tempo, parece que já vi este filme...


«Deus,
Bem avisaste que eras um Deus invejoso e vingativo. Também sei que Job era um caso-limite: uma ameaça do que eras capaz. Nem eu nem a Maria João temos um milésimo da obediência e da resignação de Job. E castigaste-nos menos. Mas foi de mais.

De certeza absoluta que nos amamos mais um ao outro do que te amamos a Ti. Sabemos que isto não está certo. Mas foste Tu que nos fizeste assim. Admite: deste-nos liberdade de mais. Foste presunçoso: pensaste que Te escolheríamos sempre primeiro. Enganaste-Te. Quando inventaste o amor, esqueceste-Te de que seria mais popular entre os seres humanos do que entre os seres humanos e Tu. Por uma questão de tangibilidade. E, desculpa lá, de feitio. Tu, Deus, tens o pior das arrogâncias feminina e masculina. Achas que só existes Tu. Como Deus, até é capaz de ser verdade. Mas, para quereres ser um Deus real e humanamente amado, tens de aprender a ser um amor secundário. Sabemos que és Tu que mandas e acreditamos que há uma razão para tudo o que fazes, mesmo quando toda a gente se lixa, porque não nos deste cabeça para Te compreender. Esta deficiência foi uma decisão tua: não quiseste dar-nos a inteligência necessária.
Mas deste-nos cabeça suficiente para Te dizer, cara a cara, que nos preocupamos mais com os entes amados do que contigo.

Ajuda a Maria João, se puderes. Se não puderes, não dificultes a vida a quem pode ajudar. Faz o que só um Deus pode fazer: reduz-te à tua significância. Que é tão grande»

Miguel Esteves Cardoso

Gosto