Outra coisa que me esqueci de referir no post anterior é que o nosso país não é apenas crise. Também tem casos de sucesso que merecem ser referenciados. Visitei muitas empresas endividadas, quase em vias de fechar, mas também estive em algumas onde o volume de facturação continuou a crescer, que souberam dar a volta à crise e resolveram apostar noutras áreas de negócio, noutros mercados, revelando-se casos de sucesso. E porque acho que esses casos devem ser exaltados e servir como exemplo (e também porque, sejamos sinceros, só os empresários liam as revistas para onde escrevia) vou, nos próximos tempos (e até as reportagens que escrevi lá esgotarem) mostrar-vos alguns artigos que escrevi. Porque vocês que me visitam todos os dias merecem conhecer um pouco mais do que faço e porque há empresas que merecem ser faladas. Cada uma delas vai ficar na minha memória, cada uma pela sua razão.
Ah, e quando publicar esses artigos, para aqueles que estiverem mesmo interessados em lê-los saberem logo que é deles que vou falar, o título vai ser sempre o mesmo: Périplo pelas empresas portuguesas.
terça-feira, 3 de julho de 2012
7 meses depois...
7 meses depois estou eu de volta a casa. Ainda não sei muito bem como começar... Ainda estou em modo férias e não em modo desempregada. Apesar de tudo, e desta não ser a melhor empresa do Mundo, só tenho a agradecer o facto de lá ter estado durante este tempo. Temos sempre a mania de ficar só com as más recordações. Mas eu vou sempre relembrar tudo o que aprendi durante estes 7 meses.
Não tinha experiência nenhuma em imprensa, muito menos na área em que fui trabalhar que era reportagens sobre empresas. Quando menos esperava estava a entrevistar o dono de uma das melhores máquinas fotográficas o Mundo e, na hora seguinte, podia estar a falar com o gerente de uma fábrica de peúgas. E em todas essas empresas havia sempre um novo motivo para aprender. Que perguntas fazer, será que o senhor é conversador, será que fala bem, será que não. Quando nos dirigíamos para uma empresa tudo era uma incógnita. Tudo era expectável. E, com isso, aprendi imenso, como nunca imaginei que fosse possível quando lá comecei a trabalhar.
Aprendi a trabalhar sob pressão, aquando do fecho das revistas. Aprendi a ter imeeeensa paciência com os comerciais a quererem tudo e mais alguma coisa quando eu não tinha tempo para os 'atender' e tornei-me uma pessoa ainda mais organizada porque nada podia falhar quando a revista estava a ser paginada.
Apesar de muitos dos defeitos que aquela empresa podia ter e de algumas pessoas que eu preferia não ter conhecido, a verdade é que eu só tenho coisas boas a acrescentar. Aprendi o que era o trabalho em equipa (apesar de na empresa onde estava anteriormente não ter absolutamente nada a apontar. Havia trabalho em equipa mas era diferente, porque já éramos amigos, aqui nem tanto...), a desenrascar-me e a fazer coisas que eu pensava que não era capaz. Acima de tudo, a improvisar, a dar asas à minha imaginação quando tinha 8 mil caracteres para redigir e ainda só tinha 5 mil. A escrever coisas que nunca pensei que fosse eu a escrever. A falar sobre temas que nunca tinha ouvido falar na minha vida e a entrar em pânico porque tinha que escrever sobre eles.
Não há forma de recordar os maus momentos que lá tive. Posso ter tido das maiores vergonhas da minha vida em termos profissionais, mas ganhei algo muito mais importante: experiência.
Não tinha experiência nenhuma em imprensa, muito menos na área em que fui trabalhar que era reportagens sobre empresas. Quando menos esperava estava a entrevistar o dono de uma das melhores máquinas fotográficas o Mundo e, na hora seguinte, podia estar a falar com o gerente de uma fábrica de peúgas. E em todas essas empresas havia sempre um novo motivo para aprender. Que perguntas fazer, será que o senhor é conversador, será que fala bem, será que não. Quando nos dirigíamos para uma empresa tudo era uma incógnita. Tudo era expectável. E, com isso, aprendi imenso, como nunca imaginei que fosse possível quando lá comecei a trabalhar.
Aprendi a trabalhar sob pressão, aquando do fecho das revistas. Aprendi a ter imeeeensa paciência com os comerciais a quererem tudo e mais alguma coisa quando eu não tinha tempo para os 'atender' e tornei-me uma pessoa ainda mais organizada porque nada podia falhar quando a revista estava a ser paginada.
Apesar de muitos dos defeitos que aquela empresa podia ter e de algumas pessoas que eu preferia não ter conhecido, a verdade é que eu só tenho coisas boas a acrescentar. Aprendi o que era o trabalho em equipa (apesar de na empresa onde estava anteriormente não ter absolutamente nada a apontar. Havia trabalho em equipa mas era diferente, porque já éramos amigos, aqui nem tanto...), a desenrascar-me e a fazer coisas que eu pensava que não era capaz. Acima de tudo, a improvisar, a dar asas à minha imaginação quando tinha 8 mil caracteres para redigir e ainda só tinha 5 mil. A escrever coisas que nunca pensei que fosse eu a escrever. A falar sobre temas que nunca tinha ouvido falar na minha vida e a entrar em pânico porque tinha que escrever sobre eles.
Não há forma de recordar os maus momentos que lá tive. Posso ter tido das maiores vergonhas da minha vida em termos profissionais, mas ganhei algo muito mais importante: experiência.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
O que me vale...
...é que na minha terra festeja-se o S. Pedro. E penso que não havia melhor festa para me distrair desta tristeza que a deste santo. Bendito sejas meu rico S. Pedrinho...
Hoje...
É o meu último dia aqui na redacção. Já só estou a cumprir calendário porque nem trabalho me deram para fazer. Ainda só cá estou há meia hora e sinto-me uma barata tonta... e um grande vazio também... Merda.
Achava que hoje ia acordar com outro pensamento, mas não....
@&€$§%#£ para os @=%§¥ dos espanhóis que acabaram com o nosso sonho injustamente... E ele esteve tãããão perto...
terça-feira, 26 de junho de 2012
....
Não vou ver o meu contrato renovado... Podia usar muitas palavras para decifrar o que sinto, mas acho que não vale a pena. Acho que já nos 'encontramos' aqui há tempo suficiente para perceberem o meu estado de espírito neste momento. Desde ontem, já duas pessoas me disseram que quando uma porta se fecha, uma janela se abre. Assim espero.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
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