terça-feira, 3 de julho de 2012

Périplo pelas empresas em Portugal #1



Criar e Inovar:
o segredo para o sucesso


A EUROSTAND é uma empresa de valores organizacionais como a inovação,credibilidade e responsabilidade, adquiridos ao longo de 24 anos de actividade.



-



Inaugurada em 1988, a EUROSTAND é uma fábrica de fazer ideias. Desde a sua fundação, a empresa tem vindo a ganhar um estatuto elevado no mercado nacional e internacional e o futuro avizinha-se muito promissor.


Para a EUROSTAND, cada mercado é uma janela de oportunidades. Esta dinâmica e inovadora PME define-se como produtora de projectos expositivos e cenográficos. Procurou estar sempre presente nos grandes eventos, apresenta um extenso portfólio de projectos realizados, onde se destacam: a Expo98, o centro de produção de notícias de Lisboa da RTP, o museu do Sporting, o pavilhão de Portugal na Expozaragoza2008 e as comemorações do Centenário da República. Para esta empresa, criar e inovar é a receita primordial para se destacarem no mercado, seja apenas como produtores, ou também como designers, conforme a necessidade do cliente. 


A EUROSTAND reúne um vasto conjunto de competências em gestão de projectos, design e engenharia
de produção. “Somos uma equipa integradora, que se empenha a fundo nos projectos em que participamos. Não somos apenas fornecedores, somos parceiros proactivos, procurando a melhor solução construtiva e económica, sempre em parceria com autor do projecto, a favor do cliente”, conta David Eufrázia, administrador da EUROSTAND. O empresário acrescenta: “Lideramos no sector das exposições de cultura e ciência em Portugal. Somos parceiros regulares, de muitas instituições públicas e privadas, que saudamos, agradecendo o enorme esforço que estão a fazer, para manter e melhorar a oferta cultural com menos recursos.”


 


Uma empresa de referência também na produção cenográfica, a EUROSTAND possui uma estrutura empresarial que lhe permite responder de forma célere e eficiente aos desafios e necessidades das cadeias televisivas. No plano internacional, tem vindo a incidir a sua acção nos PALOP, realizando projectos para estações públicas e privadas.


No que concerne à área dos stands – sector em declínio em Portugal segundo David Eufrázia – a EUROSTAND quer ser o parceiro expositor das empresas portuguesas que se estão a internacionalizar,
procurando dar o melhor suporte expositivo para os seus produtos e serviços em novos mercados. “A nossa oferta de serviços inclui o design, a produção, o transporte e montagem, tem-se revelado muito competitiva. Estamos também atentos às empresas e instituições de outros continentes que procuram expor na Europa os seus produtos e serviços. Seremos o seu ponto de apoio expositivo no continente europeu, apresentando como referência a qualidade e competitividade dos nossos serviços”, conta. 


Projectos Únicos


Apesar da reconhecida e comprovada experiência da equipa, o comodismo não é prática da EUROSTAND. Cada projecto é único, e cada material é propício a novas experiências. “Para estarmos à frente, temos de nos desafiar constantemente, procurando inovar todos os dias, seja nos métodos, ou nos materiais a aplicar. Dispomos de equipamentos tecnológicos de grande dimensão, ferramentas poderosas que disponibilizamos a quem aceitar o desafio de trazer até nós projectos inovadores”, diz David Eufrázia.


Em parceria com o Centro Português de Design, têm programado para este ano, o lançamento de um ‘concurso de ideias’ para novos produtos.
 

Investimento em inovação


A EUROSTAND tem actualmente a decorrer um projecto de investimento em inovação, internacionalização e capacitação certificada, apoiado pelo QREN, que se irá prolongar até 2014, num pacote de investimento de valor superior a 3 milhões de euros. “Em 2011 investimos cerca de 600 mil euros em equipamento de produção e software de última geração, aumentando a nossa capacidade de competir no mercado internacional”, acrescenta David Eufrázia.


Não é só na inovação que a empresa investe, na EUROSTAND leva bastante a sério o slogan “formar para competir”. Com uma equipa de 30 pessoas (que inclui arquitectos, designers, engenheiros, comerciais, carpinteiros, serralheiros, pintores, electricistas) a empresa investe muito na formação, “estamos a actualizar e a aumentar competências individuais e colectivas, preparando-nos para competir em qualquer mercado”, sublinha David Eufrázia.


 

Mercado Externo


Decidida a virar-se cada vez mais para o mercado externo, cada país é visto de uma forma diferente.
“Desde 2006 exportamos regularmente para Angola, e pontualmente para Cabo Verde S. Tomé e Príncipe e Moçambique. Em 2011, existiu alguma intermitência decorrente de alterações que Angola introduziu nas regras de importação e de investimento estrangeiro. Estamos a abrir outras frentes para garantir que em 2015 metade das vendas e resultados da empresa provenham do mercado externo.


Justifica-se a presença física da EUROSTAND em Angola e Moçambique, mercados em grande desenvolvimento, onde podemos marcar a diferença. A forma como nos vamos instalar está a ser delineada, existindo várias propostas que estamos a avaliar”, acrescenta David Eufrázia.


Para acompanhar o desenvolvimento desses países, a EUROSTAND está a desenvolver um conjunto de projectos dirigidos a organismos de gestão Cultural, e estações de televisão que procuram modernizar-se. “Nesta oferta integraremos parceiros portugueses com especialidades e capacidades
que complementam os nossos projectos”.


O Brasil é tratado de uma maneira especial. “É um grande mercado, muito evoluído, em grande crescimento e com oportunidades potenciadas pela organização dos grandes eventos mundiais e por isso
também disputado pelos concorrentes globais. A afinidade cultural e linguística é uma vantagem, mas existem algumas barreiras que é necessário acautelar. Somos uma PME com recursos limitados e sem margem para erros. Estamos a estudar o mercado, em breve teremos delineada e operacionalizada uma estratégia”.



Gestão Ambiental


“No que diz respeito à defesa do ambiente, sempre foi nossa preocupação reduzir ao mínimo os impactos ambientais que resultam da nossa actividade. Cada vez mais as matérias-primas que utilizamos são oriundas de reciclagem, também recuperamos e reutilizamos alguns materiais, enviando para reciclagem grande parte dos resíduos que produzimos. Toda a organização está a ser formada e orientada para a sustentabilidade”, acrescenta o empresário. Em curso está a implementação de um Sistema Integrado de Gestão, baseado em certificações e regulamentações: gestão da Qualidade ISO 9001 e Regulamentação ambiental EMAS, juntando a gestão empresarial, ambiental, e a responsabilidade social. Até ao final deste ano, David Eufrázia garante ter essas duas certificações.


De destacar ainda que a EUROSTAND foi uma das primeiras 500 empresas do mundo a subscrever o ‘Global Compact’ (10 princípios da ONU sobre ética empresarial e responsabilidade social). “Subscrevemos porque reconhecemo-nos nesses princípios”, explica David Eufrázia.


 

Distinguidos
Fruto desta dinâmica e da entrega total dos seus funcionários, a EUROSTAND foi distinguida em 2011 com o estatuto de PME Excelência. Para David Eufrázia, “é o reflexo da nossa forma de estar e da nossa dinâmica empresarial”.


Dezembro de 2011, in Portugal Inovador, no Jornal Público

Périplo pelas empresas em Portugal

Outra coisa que me esqueci de referir no post anterior é que o nosso país não é apenas crise. Também tem casos de sucesso que merecem ser referenciados. Visitei muitas empresas endividadas, quase em vias de fechar, mas também estive em algumas onde o volume de facturação continuou a crescer, que souberam dar a volta à crise e resolveram apostar noutras áreas de negócio, noutros mercados, revelando-se casos de sucesso. E porque acho que esses casos devem ser exaltados e servir como exemplo (e também porque, sejamos sinceros, só os empresários liam as revistas para onde escrevia) vou, nos próximos tempos (e até as reportagens que escrevi lá esgotarem) mostrar-vos alguns artigos que escrevi. Porque vocês que me visitam todos os dias merecem conhecer um pouco mais do que faço e porque há empresas que merecem ser faladas. Cada uma delas vai ficar na minha memória, cada uma pela sua razão.

Ah, e quando publicar esses artigos, para aqueles que estiverem mesmo interessados em lê-los saberem logo que é deles que vou falar, o título vai ser sempre o mesmo: Périplo pelas empresas portuguesas.

7 meses depois...

7 meses depois estou eu de volta a casa. Ainda não sei muito bem como começar... Ainda estou em modo férias e não em modo desempregada. Apesar de tudo, e desta não ser a melhor empresa do Mundo, só tenho a agradecer o facto de lá ter estado durante este tempo. Temos sempre a mania de ficar só com as más recordações. Mas eu vou sempre relembrar tudo o que aprendi durante estes 7 meses.

Não tinha experiência nenhuma em imprensa, muito menos na área em que fui trabalhar que era reportagens sobre empresas. Quando menos esperava estava a entrevistar o dono de uma das melhores máquinas fotográficas o Mundo e, na hora seguinte, podia estar a falar com o gerente de uma fábrica de peúgas. E em todas essas empresas havia sempre um novo motivo para aprender. Que perguntas fazer, será que o senhor é conversador, será que fala bem, será que não. Quando nos dirigíamos para uma empresa tudo era uma incógnita. Tudo era expectável. E, com isso, aprendi imenso, como nunca imaginei que fosse possível quando lá comecei a trabalhar.

Aprendi a trabalhar sob pressão, aquando do fecho das revistas. Aprendi a ter imeeeensa paciência com os comerciais a quererem tudo e mais alguma coisa quando eu não tinha tempo para os 'atender' e tornei-me uma pessoa ainda mais organizada porque nada podia falhar quando a revista estava a ser paginada.

Apesar de muitos dos defeitos que aquela empresa podia ter  e de algumas pessoas que eu preferia não ter conhecido, a verdade é que eu só tenho coisas boas a acrescentar. Aprendi o que era o trabalho em equipa (apesar de na empresa onde estava anteriormente não ter absolutamente nada a apontar. Havia trabalho em equipa mas era diferente, porque já éramos amigos, aqui nem tanto...), a desenrascar-me e a fazer coisas que eu pensava que não era capaz. Acima de tudo, a improvisar, a dar asas à minha imaginação quando tinha 8 mil caracteres para redigir e ainda só tinha 5 mil. A escrever coisas que nunca pensei que fosse eu a escrever. A falar sobre temas que nunca tinha ouvido falar na minha vida e a entrar em pânico porque tinha que escrever sobre eles.

Não há forma de recordar os maus momentos que lá tive. Posso ter tido das maiores vergonhas da minha vida em termos profissionais, mas ganhei algo muito mais importante: experiência.