terça-feira, 31 de julho de 2012

Minha gente...

Quem já jogou, pode tirar o cavalinho da chuva. Quem ainda não jogou, escusa de gastar o seu dinheirinho. Isto porque quem vai ganhar o Euromilhões SOU EU (já não jogava há que séculos, mas desta vez não resisti).

Périplo pelas empresas em Portugal #2


A Clínica da Coluna

A Clínica Praxis dedica-se ao tratamento de doenças degenerativas da coluna vertebral. O facto de receber clientes de todo o país demonstra a credibilidade, a qualidade e a singularidade das técnicas minimamente invasivas praticadas por Manuel Enes.


Com 25 anos de vida, a Clínica Praxis é uma referência mundial na área das patologias na coluna vertebral. Especializado em ortopedia na Alemanha, Manuel Enes é reconhecido e afamado precisamente por fomentar as técnicas minimamente invasivas como alternativa aos métodos cirúrgicos tradicionais mais dolorosos, mais agressivos e mais dispendiosos para os pacientes.

A Clínica Praxis nasceu da necessidade de Manuel Enes trazer para Portugal o que tinha aprendido na escola alemã e de pôr em prática todas as ideias novas que tinha em mente sobre este género de patologias. Criou então a chamada clínica ambulatória que ainda hoje tem lugar no centro do Porto. Um espaço com consultas, exames de raio-x, um bloco para operações de ambulatório, salas de tratamento, e uma secção de recuperação com fisioterapia. “Entretanto quis criar infra-estruturas para ter autonomia completa, para poder usar os meus métodos. Foi quando comecei a pensar e a concretizar o sonho do projecto actual de fazer uma clínica de raiz com internamento, com salas de operações, completamente equipadas e aparelhagem de ressonância magnética. Aí tive a minha independência e a minha autonomia total”, recorda Manuel Enes.


Técnicas invasivas

Um dos segredos do reconhecimento mundial da Clínica Praxis é precisamente a utilização das técnicas minimamente invasivas. “Segui desde o início os meus colegas da Europa e dos Estados Unidos que começaram a implementar essas técnicas, fascinado pela possibilidade de fazer cirurgias e tratamentos agredindo o mínimo possível os doentes. Possibilitando-lhes, com pequenas agressões cirúrgicas, uma recuperação muito mais rápida, menos dolorosa, com menos tempo de incapacidade e com muito menos despesas” explica o médico.

Começou o passa a palavra e a clínica começou a ser referenciada, não só pelos doentes mas também pelos colegas. “Não nos sentamos naquilo que foi feito nos 25 anos que passaram. Estamos sempre a olhar para a frente. Hoje em dia já nem se põe em causa se esta técnica funciona bem” garante Manuel Enes.





Ligamentoplastia

Acompanhando sempre o evoluir da medicina, a ligamentoplastia é uma técnica desenvolvida pela Clínica Praxis juntamente com outros colegas estrangeiros. “É uma técnica cirúrgica alternativa a outras de fixações metálicas. Consiste no reforço dos ligamentos naturais que unem as vértebras que permite tratar de uma maneira menos agressiva, minimamente invasiva situações que só podiam ser tratadas com operações mais pesadas e com anestesias mais profundas”, explica Manuel Enes. Com larga experiência neste tratamento, a clínica recebeu o prémio de melhor trabalho sobre próteses de coluna no Congresso Mundial de Cirurgia de Coluna, no Havai.

Neste seguimento de inovação, a Clínica Praxis é também o único centro em Portugal a ministrar e técnica MedX. De forma a diminuir a dor dos doentes crónicos da coluna vertebral, esta técnica baseia-se num fortalecimento dirigido e isolado da musculatura de forma a prevenir que a dor crónica apareça ou, pelo menos, a diminuí-la.



Muitos doentes

O número de doentes com patologias degenerativas da coluna tem vindo a aumentar. Ao contrário dos jovens que estão mais conscienciosos praticando mais desporto, com os idosos, tal não é tão simples. “Os jovens estão mais motivados para o desporto e já entendem que o exercício é uma forma de estarem saudáveis e não terem problemas de coluna. Há também uma educação no trabalho, na medicina do trabalho. As pausas, as reduções, pequenos pormenores que contam. Com os idosos não. As pessoas de idade têm doenças acrescidas como a diabetes, reumatismos, não podem andar a fazer desporto, portanto, a cirurgia é o último reduto e a única possibilidade. São aqueles casos que eu acredito que vão continuar a aumentar”, lamenta Manuel Enes.

Apesar de crítico em relação ao actual estado da saúde em Portugal, o mesmo não se passa relativamente às universidades. “As nossas universidades são tão boas como as de lá de fora. Não podemos dizer que o nosso país é uma periferia em termos científicos porque não é. Temos bons enfermeiros, toda a tecnologia disponível, os melhores aparelhos estão nos hospitais instalados”, diz o médico.


O futuro da Clínica Praxis é promissor. “O facto de virem pessoas de todo o país e de Angola, Cabo Verde e Moçambique, mostra-nos que o que fazemos é importante. Gostava que fosse possível continuar a oferecer bons trabalhos ao longo dos anos, com técnicas muito menos invasivas que agora, e fazê-lo da maneira mais justa, mais humana, mais directa, com a amizade dos nossos clientes. É uma relação boa, personalizada. E gostava de ver mais médicos a fazer o que eu faço”, conclui Manuel Enes.


Dezembro de 2011, in Portugal Inovador, no Jornal Público

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sobre as caminhadas...

Nunca fui uma pessoa muito dada a ginásios. Ir para as máquinas então, um martírio... Correr? 'Deu ma libre de tal coisa! Mas caminhadas é cá comigo. Quando lhe dá vontade, é vê-la entre a marginal da Póvoa e Vila do Conde cheia de gás, com o seu mp3 e a sua garrafa de água (não podem falhar) e lá vai ela! A verdade é que tenho sentido cada vez mais prazer a fazê-lo, principalmente quando o dia está bonito e o mar com vontade de saltar lá para dentro... É revitalizante e cada vez se vê mais gente a fazer exercício, o que é bom.

Cá por mim, eu gosto é de ir sozinha (mas claro que uma boa companhia também sabe bem de vez em quando). Sempre tive muito o hábito de fazer muitas coisas sozinha, de caminhar sem destino, explorando sítios que não conheço. Nas caminhadas, vou completamente distraída a ouvir a minha música, a olhar para o mar, muitas vezes sem pensar em absolutamente nada, outras a pensar em mil e uma coisas ao mesmo tempo. É frequente estar com pessoas que me dizem que me viram em determinado sítio. O que vale é que eu devo estar com semelhante ar de aluada que me dizem logo "ah, mas ias tão distraída que nem me viste". E vou mesmo, e também é por isso que gosto de caminhar...

Então se isso ajudar a que eu recupere a minha forma, maravilha. "Ah, e tal, também tens que comer menos, caminhar não basta". Já sei, e juro que tenho fechado a boca muitas vezes. E olhem que nesta altura em que têm havido alguns (muitos) aniversários na família, não tem sido nada fácil. Mas devagar se vai ao longe, muito devagar...

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Hoje, Dia Mundial do Perdão


Sei de muito boa gente que devia aproveitar esta deixa...


(que coincidência, calha precisamente no dia dos meus anos, que bela ironia!)

domingo, 22 de julho de 2012

Coisas boas?

Também as há, claro está. Faço anos na quarta. E vai ser tipo casamento cigano. E eu adooorooo isso. Família e amigos, é o que se quer, mai nada. :)

Acabei de ler esta frase...



E adorei a mensagem o seu duplo sentido. 

Da ingenuidade...

A ingenuidade muitas vezes leva-nos a acreditar em coisas que são impossíveis de acontecer. Achamos que temos capacidade, não para mudar o Mundo, mas para modificar algo, ou alguém. E por vezes custa muito ultrapassar a aquela barreira em que descemos à terra e nos apercebemos que não é bem assim. Não fazemos milagres, não conseguimos mudar pessoas, não temos o condão de fazer com que as coisas aconteçam precisamente como nós queremos, só porque queremos. Em certas alturas temos que saber desistir, saber admitir que não fomos capazes, talvez porque também não fizemos um esforço assim tão grande, ou porque não valeria assim tanto a pena.

Às vezes pergunto-me se a culpa é minha, se sou eu que estou mal. Mas não, ninguém está mal. Simplesmente não tem que acontecer. E não temos que forçar. Partimos para outra, desistimos, traçamos uma nova meta. E isso aplica-se a situações, amigos, famíliares, namorados. Estamos a ser testados constantemente e, ultimamente, eu tenho passado por um teste. Grande ou pequeno, não interessa, é um teste. E a minha auto-avaliação não estava, decididamente, a ser positiva. E é aqui que nos apercebemos da nossa ingenuidade. Daquela sensação de que podemos ser nós a mudar o rumo das coisas. Mas finalmente, desci à terra, e apercebi-me que não quero mudar nada, quero deixar tudo como está, porque não iria ganhar nada com isso. Pelo contrário, ia perder. Portanto, o balanço acaba por ser positivo, apercebi-me a tempo, desisti a tempo, melhor dizendo, acordei a tempo.