segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sobre a Amy

Gostava dela, ou melhor, gostava das músicas dela. Mas, em vez de fazer qualquer comentário sobre a sua morte, deixo-vos as palavras de Miguel Esteves Cardoso. Acho que dizem tudo.

"Para todos nós que não conhecíamos Amy Winehouse pessoalmente (incluindo os muitos que pensavam que conheciam ou agiam e opinavam como se a conhecessem), a primeira pergunta que devemos fazer, antes ou depois de fazermos considerações condescendentes e sentimentalistas, é: comparando o prazer que cada um de nós deu a Amy Winehouse (a pequena percentagem que comprou a música dela) com o prazer que Amy Winehouse nos deu a todos, quem é que ficou a ganhar? Fomos nós. A música dela ("voz" é pouco) enriqueceu as nossas vidas para sempre ou, na mais mesquinha das gratidões, durante um bom bocadinho das nossas vidas. Resumindo: ela deu-nos muito mais do que recebeu de nós.

Back to Black é (muito mais do que "continua a ser", como quem fala do que vai morrer) um monumento elegante de interpretação pop. Ali estava uma rapariga inglesa e pequenina, de uma família judia, e freudianamente indisfarçada, que sabia cantar como se fosse gente grande.

Amy Winehouse morreu muito nova. Mas deixou-nos - deu-nos - muito mais do que a grande maioria de cantores e cantoras nos deixaram. Foi - era - uma alma que nos escapou e nos escapa. A verdade é que nos deixou muito mais do que nos roubou. Que foi nada.

Mas faz pena. Pobre coitada: não. Pobre gloriosa: sim. O nosso lamento - de não termos recebido mais - é um egoísmo guloso, que nos fica mal. Amy Winehouse valeu a vida e ficou a perder com a vida que nos deu. Obrigados, Amy Winehouse: deste tudo e não custaste nada."

Crónica de Miguel Esteves Cardoso no Público de ontem

O meu primeiro presente...Gosto! :)

Sobre fazer anos

Esta é a razão porque gosto de fazer anos. Não é por receber prendas, ou dinheiro ou algo do género, apesar de também ser bom, claro. Mas o pretexto de ter um (ou no meu caso 2) jantar com a família, mais jantar com os amigos, assim como a desculpa de receber mimos, principalmente em forma de palavras, das pessoas que mais gostamos, isso sim, torna um dia de aniversário muito mais especial.

Então agora com as redes sociais em que as pessoas que menos esperávamos se dão ao trabalho de nos dar os Parabéns, é muito bom. Resta-me agradecer-lhes e acabar o dia com o coração quentinho e cheio de alegria. Espera-me o tal jantar familiar, indispensável, para receber mais mimos ainda, e o jantar com os amigos, com quem tanto gosto de estar e que me fazem sentir tão bem. É bom fazer anos, só por isso.:)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Foi só um desabafo


Por outro lado, o post anterior foi só um desabafo. Logicamente que estava farta, fartinha de estar em casa sem fazer nada de jeito e que o que eu quero é a adrenalina deste trabalho, o correr de um lado para o outro, o ter prazos para cumprir, o ter que aturar o patrão quando às vezes nos apetece fazê-lo desaparecer. Acredito que melhores dias virão e que não me posso queixar demais porque há muita gente bem pior que eu. Portanto, mãos ao trabalho e toca a mexer que p'ra frente é que é o caminho! :)

Lá vou eu outra vez...


Confirma-se, aquele friozinho na barriga de ontem tinha a sua razão de existir... Comigo acontece sempre o mesmo. Ora estou uns meses sem emprego, sem nada de jeito a acontecer na minha vida, ora de um momento para o outro, numa questão de dias, acontece tudo e mais alguma coisa e nem sei para que lado me virar. Ontem e hoje foram esses dias.

Pela terceira vez vou voltar para a empresa onde estive a trabalhar. Às vezes sinto-me para aquela empresa como um fantoche. Há trabalho, vens para cá. Deixa de haver, vais embora. E assim sucessivamente. Dizem que à terceira é de vez. Mas nem sei se estou contente por voltar ou não. Por um lado estou, claro. Estar ocupada a trabalhar, fazer o que gosto, e ver o meu trabalho reconhecido e melhorar cada vez mais como jornalista. Por outro lado, estou um pouco cansada deste vai e vem que não pára para aquela empresa. E o pior é voltar lá a saber que é por uns meses e mais do mesmo.

Enfim, começo no próximo fim de semana. Precisamente aquele em que iria reunir família num dia e amigos noutro, para festejar o meu aniversário. Vai ter que ser adiado. Fazer o quê? Fico triste, claro, mas não é coisa que não se possa adiar por motivos profissionais.

Entretanto, "rezo" para que outras coisas que surgiram entretanto corram bem e que me dêem a estabilidade que neste momento não tenho.

Rezem, façam o favor de rezar, sim? :)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Ainda a propósito do Dia do Amigo (ontem)


«Amizade significa compreender, não concordar.
Significa perdoar, não esquecer.
Significa que as recordações permanecem, mesmo que o contacto se tenha perdido.»


"Roubada" daqui.

Estou com uma sensação estranha desde que acordei... A acontecer alguma coisa para estes lados, que seja algo de bom. De coisas más já eu estou farta... Algo de bom, sim? De muuito bom...